• {caption}

Nossa História

O ano era 1961. Campo Grande comemorava seus 62 anos, ainda como cidade do interior do Mato Grosso de pouco mais de 60 mil habitantes. A data festiva foi ofuscada por um acontecimento que agitou o País e teve conseqüências históricas: no dia anterior, o único homem registrado em Mato Grosso do Sul já eleito presidente da República, Jânio da Silva Quadros, renunciava, culpando “forças terríveis”.

Era o fim de um mandato de sete meses mas de uma carreira longa na política. Jânio, morto em 1992, deixou a memória de político pitoresco, lembrado por seu sotaque estranho, de nenhum lugar, suas declarações esquisitas, atitudes questionadas e também pelos imbróglios familiares. Um deles foi o fato de ter pedido para soltar o assassino do pai, o deputado por São Paulo Gabriel Quadros, quando era governador.

O crime foi passional e os registros históricos contam que, para o governador e filho da vítima, o matador apenas havia defendido a “honra de sua casa” ao descobrir um caso da mulher com Gabriel Quadros.

Exílio no Pantanal- Se a passagem por Campo Grande sugere uma espécie de lenda, em Corumbá há um memorial alusivo aos 4 meses que Jânio Quadros viveu no Hotel Santa Mônica, um dos mais tradicionais da cidade.

Foi em 1968, quando o ex-presidente enfrentou um isolamento imposto pelos governantes, após falar mal do Governo Militar. No saguão do hotel, fotos da passagem de Jânio pela cidade estão expostas.

A ligação com Mato Grosso do Sul também continua viva em um personagem da vida de Jânio. Filho de uma corumbaense, o ex-vereador e hoje consultor de empresas Victor Cabrera Eugênio foi secretário particular do ex-presidente por décadas e vive em Campo Grande até hoje.

A pesquisa dos historiadores sobre Jânio revela, ainda, uma informação que pode desagradar aos sul-mato-grossenses de nascimento ou de coração: Jânio foi contra a criação do estado, afirmou a historiadora Alisolete.

Esse posicionamento, aliado às incertezas sobre a vida dele no Estado, ajuda a entender o fato de que, mesmo tendo chegado ao posto máximo no País, a Presidência República, o cidadão campo-grandense de registro só foi homenageado pelo Poder Público local 4 anos após sua morte, quando passou a dar nome ao CEM (Centro Médico Especializado), no bairro São Fransisco. Em 2009, Jânio Quadros também batizou o Parque Linear do Segredo.

 

Nos rastros de Jânio Quadros no confinamento
Ex-secretário particular, brigadeiro que pilotou o avião presidencial e agente federal visitaram o hotel, em Corumbá, onde o ex-presidente ficou "isolado"

Personagens do longo confinamento do ex-presidente sul-mato-grossense Jânio Quadros em Corumbá, em 1968, por ordem do governo militar, retornaram ao hotel onde o líder populista ficou 120 dias “isolado”, revivendo, 42 anos depois, um dos conturbados episódios da história política do Brasil. Por criticar duramente o regime de exceção, Jânio foi submetido ao exílio no duplex 606, do Hotel Santa Mônica, no centro de Corumbá.

Secretário particular do ex-presidente desde seu primeiro mandato de governador de São Paulo, o ex-vereador em Campo Grande Victor Eugênio, 75 anos, não conhecia a galeria de fotos e documentos que o hotel criou em homenagem ao ilustre hóspede, baseada no livro “O diário de um confinado”, do jornalista Mauro Ribeiro. A visita ao acervo reacendeu uma grande polêmica da época e provocou fortes emoções.
“Por aqui (Corumbá) passaram pelo menos 70% do PIB brasileiro naquele ano”, observou o corumbaense Paulo Gustavo Lacerda, 66, lembrando a rotatividade dos grandes empresários do País em visita à cidade solidarizando-se com Jânio. Lacerda integrou um comitê de recepção ao ex-presidente e cedeu sua casa mobiliada, a 200 metros do hotel, onde funcionou uma espécie de “quartel general” do confinado.

Confraria
Lacerda se reencontrou com velhos amigos ao retornar ao Santa Mônica nesta semana. Victor Eugênio foi conhecer a galeria acompanhado do brigadeiro Agenor Figueiredo, que comandava o avião presidencial de Jânio Quadros, na década de 50, e de Manuel Correia Ribeiro, 80, um dos oito agentes federais designados para fazer a segurança do ex-presidente. “Fui testemunha de tudo, escutei muitas histórias”, disse ele.
Não se sabe por que o governo escolheu Corumbá para afastar Jânio Quadros das manifestações políticas, depois de descartar Fernando de Noronha e Cáceres (MT). Mas, de fato, o local determinado proporcionou férias ao ex-presidente. Ele reencontrou amigos, participava de grandes recepções e engordou cinco quilos em 60 dias. “A continuar engordando vou desmoralizar o instituto do confinamento”, dizia.

Na memória
Na chegada ao hotel, no dia 30 de junho de 1968, o esperava o amigo brigadeiro, que se casara com uma corumbaense, Joanita. Dentre tantas coincidências, Figueiredo, já na reserva, visitava a cidade naquele dia. “Quando ele me viu foi um alento. Apresentei-lhe várias famílias, o que amenizou o impacto do confinamento”, comenta o ex-militar, hoje com 89 anos, filho do ex-governador de Mato Grosso Arnaldo Estevão de Figueiredo.
“A permanência do Jânio em Corumbá é um fato histórico e não cabe a nós julgar. O Brasil sobreviveu àqueles tempos e continua sobrevivendo a tantos solavancos”, diz o comedido Figueiredo, cujo sogro, João Leite de Barros, era adversário político do pai, um da UDN e o outro, PSD.
O resgate do fato político sensibilizou o secretário particular e compadre de Jânio Quadros. “Jamais vou esquecer o que vivemos aqui”, disse Victor Eugênio. O dono do Hotel Santa Mônica, Luis Antônio Martins, criou a galeria para reviver uma história ainda pouco conhecida. “Corumbá não pode perder esse vínculo com o passado. Outros grandes homens já moraram aqui, como o presidente Getulio Vargas”, cita. Jânio Quadros morreu em 1992, aos 75 anos.

Fonte: Correio do Estado - SíLVIO ANDRADE, DE CORUMBÁ 13/12/2010

Novidades

03
Dezembro
Corumbá é a cidade com maior índice de competitividade turística

Corumbá se destaca como uma das cidades brasileiras que mais evoluiu em competitividade, de acordo com a 5ª edição do Índice de…

30
Setembro
Tombado há 20 anos, Casario do Porto é uma referência na cidade

O tombamento do Casario do Porto Geral de Corumbá como Patrimônio Histórico Nacional pelo IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e…

25
Setembro
Peça apresenta universo de Monteiro Lobato para crianças

Corumbá sedia até sexta-feira, 27 de setembro, o "Projeto Monteiro Lobato", do Instituto ALL - América Latina Logística - de Educação e…

FALE CONOSCO

Se desejar fazer sua reserva por telefone, pode ligar agora mesmo!

TELEFONE

Estamos aguardando sua ligacão! Atendemos 24 horas!.
+ 1 55 (67) 3234-3000

MANDE UMA MENSAGEM

Use nosso formulário de contato ou nos envie um e-mail direto!

NOSSO E-MAIL

Sinta-se à vontade para solicitar cotações, fazer reservas, elogios, etc.
atendimento@hsantamonica.com.br

CONHEÇA-NOS

Estamos localizados no Centro da Capital do Pantanal, Corumbá-MS.

NOSSO ENDEREÇO

Rua Antônio Maria Coelho, 345 - Centro
Corumbá - MS - CEP 79301-000